Em 2018, estima-se que surgirão mais de 21 mil novos casos da doença no país

O câncer de estômago ou câncer gástrico é uma doença silenciosa e que pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma em seu início. Vale lembrar que existem hábitos diários que podem contribuir para o surgimento da enfermidade. Com relação ao fator hereditário, somente 3-5% tem relação comprovada.
Primeiramente, é importante saber que dores no estômago, saciedade alimentar precoce, dificuldade na digestão de alimentos, perda de peso e anemia devido à deficiência de ferro são sintomas da doença. No entanto, o diagnóstico do câncer gástrico só pode ser feito através da endoscopia digestiva alta.
No exame, uma câmera de vídeo consegue captar imagens de todo o estômago e identificar os locais lesionados, de onde são retirados fragmentos das áreas suspeitas. É feita a biópsia gástrica, ou seja, o material é analisado e conclui-se se há ou não o câncer.
Se diagnosticado com a doença, o tratamento do paciente depende do estágio em que o câncer se encontra. Cirurgia de retirada do estômago, quimioterapia e até radioterapia estão entre as indicações.
Prevenção
Em 2018, estima-se que surgirão mais de 21 mil novos casos da doença no país, de acordo com o INCA. No Brasil, esses tumores aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres.
E há maneiras de se prevenir contra o câncer de estômago? Sim, hábitos como o tabagismo e o consumo excessivo de sal, embutidos e defumados contribuem para o aparecimento da doença.
Obesidade, infecções pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e pela bactéria H. pylori, algumas cirurgias gástricas prévias, gastrite atrófica e metaplasia intestinal são considerados fatores de risco da doença.
Portanto, uma dieta saudável e peso corpóreo adequado são posturas sadias para se evitar o câncer gástrico.
O tratamento do câncer de estômago varia conforme cada estágio
Nos últimos anos, novas pesquisas permitiram o avanço da prevenção, detecção precoce e tratamentos do câncer de estômago. Tradicionalmente, eles variam conforme cada estágio:
- Estágio 0 – como os tumores neste estágio estão limitados a camada de revestimento interno do estômago, eles podem ser retirados com cirurgia, dispensando quimio ou radioterapia.
- Estágio IA e IB – nestes estágios, o paciente tem o tumor removido por cirurgia. No IA, em raros casos, a ressecção endoscópica da mucosa pode ser uma opção de tratamento. Já no IB a quimioterapia ou quimioirradiação pode ser administrada antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor.
- Estágio II- o principal tratamento é a retirada total ou parcial do estômago.
- Estágio III– a cirurgia também está entre os principais tratamentos para o câncer de estômago neste estágio. Se o paciente está muito debilitado, pode ser tratado com quimioirradiação, radioterapia ou quimioterapia.
- Estágio IV– neste estágio, o tratamento tem como objetivo manter a doença sob controle e aliviar os sintomas. Ele pode incluir a cirurgia, quimioterapia ou radioterapia e, em alguns casos, feixes de raio laser direcionado através de um endoscópio para destruir o tumor e aliviar a obstrução.
Medicamentos alvo para o tratamento de câncer de estômago estão entre as novidades encontradas por pesquisadores recentemente. Eles podem funcionar quando os quimioterápicos convencionais não estão respondendo, e têm menos efeitos colaterais. Entre eles, estão os que bloqueiam as proteínas HER2 ou EGFR, presentes em algumas células de câncer de estômago que facilitam o desenvolvimento do tumor.
Além do tratamento com terapias alvo, a imunoterapia também pode ser recomendada para o combate ao câncer de estômago. A abordagem usa medicamentos que estimulam o sistema imunológico a lutar contra o tumor. Um estudo coreano mostrou que a combinação de quimioterapia com um tipo de imunoterapia retardou a recidiva da doença e aumentou a sobrevida de alguns pacientes.
Para determinar se os medicamentos alvos podem ajudar no caso de um paciente, exames de biópsia líquida são recomendados. O procedimento é simples, indolor e rápido, e traça um perfil que ajuda a determinar o tratamento mais eficaz para todos os tipos de câncer.