
Colelitíase ou pedra na vesícula é a presença de cálculos na vesícula biliar.
Esses cristais ou cálculos podem ocorrer em diversas porções do trato biliar, como o ducto colédoco (causando Coledocolitíase) e a vesícula biliar. Os cristais podem obstruir o trato biliar, causando icterícia, e o ducto pancreático, levando à pancreatite. A colelitíase se trata especificamente da formação desses cristais na vesícula biliar.
A vesícula biliar tem o formato de pera, com tamanho aproximado de 10 cm. Está localizada perto do fígado e tem como função o armazenamento da bile. A bile é produzida pelo fígado e é levada até a vesícula biliar para ser armazenada e eliminada na presença do alimento, principalmente rico em gorduras.
A doença afeta cerca de 20% da população mundial e é cercada de muitos mitos.
AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS? Há diferentes tipos e tamanhos de pedras (cálculos). Os Cálculos são formados do aumento na concentração de gordura (90%), e ou sais biliares na bile. A razão da formação dos cálculos ainda não é bem conhecida.
AS PEDRAS PODEM SE DISSOLVER TOTALMENTE? Os medicamentos ajudam a dissolver a solução dentro da vesícula, no entanto, leva de seis meses a um ano, é caro e nem sempre resolve o caso. Não existe nenhuma solução capaz de dissolver os cálculos. Diante disso a remoção cirúrgica da vesícula, ou colecistectomia, é o tratamento eficaz.
TODOS TEMOS O MESMO RISCO DE TER PEDRAS? O risco aumenta com a idade, obesidade, mulheres com múltiplas gestações e que fazem uso de anticoncepcional. Mulheres entre 20 e 60 anos tem 3x mais chance que a população masculina.
A CIRURGIA DE VESÍCULA RETIRA SOMENTE AS PEDRAS E PODE SER FEITA A LASER? A colecistectomia consiste na retira de toda a vesícula biliar. Realizada da forma convencional por uma incisão abdome ou videolaparoscopia com minincisões e auxilio de um sistema de vídeo e não laser.
AS PESSOAS ENGORDAM APÓS A CIRURGIA? Não há fundamento científico, é boato.
O FATO DE RETIRAR A VESÍCULA AFETA O FUNCIONAMENTO DO FÍGADO OU INTESTINO? Não afeta de modo algum, alguns pacientes podem apresentar aumento nas evacuações no primeiro mês.
O alerta é que a prorrogação do tratamento cirúrgico só aumenta o risco de desenvolver colecistite (inflamação da vesícula), coledocolitiase, pancreatite, e também complicações cirúrgicas, que vão desde dor, infecção na ferida, sangramento, deiscência (soltura) dos pontos, lesão hepática, lesão intestino, icterícia (amarelão), lesão colédoco, infecção generalizada, e óbito.
Fonte: Blog Gastro e Cirurgia